País
Linha do Oeste terá autocarros a sul das Caldas na segunda-feira e comboios regressam até Louriçal
Após mais de um mês sem comboios ou serviços alternativos, a CP tem autocarros a partir da próxima semana em quase todas as paragens entre Mira Sintra - Meleças e Caldas da Rainha. Já a IP afirma que há condições para "nos próximos dias" retomar comboios até Louriçal.
A CP - Comboios de Portugal e a IP - Infraestruturas de Portugal começaram a apresentar alternativas aos passageiros da Linha do Oeste. Esta quinta-feira soube-se que o percurso Mira Sintra - Meleças terá autocarros contratados a efetuar quase todas as paragens deste troço, deixando de fora os apeadeiros da Feliteira, Paúl, São Mamede e Dagorda-Peniche.
"Informamos que a partir de 16 de março de 2026, na Linha do Oeste, será efetuado serviço rodoviário de substituição aos comboios, entre Caldas da Rainha e Mira Sintra-Meleças", escreveu a CP no website. Os horários foram publicados no website da CP, juntamente com as paragens por onde vão passar os autocarros.
Do lado da IP - Infraestruturas de Portugal, a gestora ferroviária confirma à Antena 1 que será possível reabrir nos próximos dias uma parte da Linha do Oeste, entre Caldas da Rainha e Louriçal.
"Estima-se que o troço entre Caldas da Rainha e Louriçal possa ser reaberto nos próximos dias, estando garantidas as condições de segurança para a circulação ferroviária", refere, sendo que "a operacionalização do serviço, incluindo horários e frequência, cabe à CP, enquanto operador ferroviário, em articulação com a IP".
Embora não seja avançada uma data concreta, a Antena 1 apurou que a IP colocou "fora de serviço" o troço entre Caldas da Rainha e Valado entre os dias 1 e 21 de março, pelo que esta poderá ser uma data orientativa para a reabertura. No entanto, ainda não há nenhuma informação pública nesse sentido. Já de Verride à Figueira da Foz, circulam os comboios urbanos de Coimbra.
A CP já foi questionada pela Antena 1 sobre este recentes anúncios.
IP aumenta para 20 locais impactados entre Meleças e Caldas
Desde a tempestade Kristin, no dia 28 de janeiro, a Linha do Oeste ficou suspensa e o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, anunciou que seriam precisos pelo menos nove meses para a reconstrução da linha. Sem entrar em detalhes, a IP admite à Antena 1 que os estragos atrasaram as obras programadas na Linha do Oeste.
"Apesar de as obras de modernização no troço entre Meleças e Caldas da Rainha terem sofrido algumas (naturais) perturbações devido aos danos provocados pelas intempéries, a IP tomou já necessárias medidas para mitigar estes impactos", afirma.
A gestora ferroviária atualiza que já foram identificados cerca de 20 locais com "danos relevantes", principalmente entre Meleças e Caldas da Rainha, com deslizamentos de taludes e instabilidade da plataforma. Há outros locais com problemas em trechos entre Mafra e Malveira/Sapataria, Torres Vedras/Ramalhal, Bombarral/São Mamede e Caldas da Rainha. Numa primeira estimativa feita à Antena 1 no final do último mês, contavam-se mais de dez locais afetados.
Desde a tempestade Kristin, no dia 28 de janeiro, a Linha do Oeste ficou suspensa e o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, anunciou que seriam precisos pelo menos nove meses para a reconstrução da linha. Sem entrar em detalhes, a IP admite à Antena 1 que os estragos atrasaram as obras programadas na Linha do Oeste.
"Apesar de as obras de modernização no troço entre Meleças e Caldas da Rainha terem sofrido algumas (naturais) perturbações devido aos danos provocados pelas intempéries, a IP tomou já necessárias medidas para mitigar estes impactos", afirma.
A gestora ferroviária atualiza que já foram identificados cerca de 20 locais com "danos relevantes", principalmente entre Meleças e Caldas da Rainha, com deslizamentos de taludes e instabilidade da plataforma. Há outros locais com problemas em trechos entre Mafra e Malveira/Sapataria, Torres Vedras/Ramalhal, Bombarral/São Mamede e Caldas da Rainha. Numa primeira estimativa feita à Antena 1 no final do último mês, contavam-se mais de dez locais afetados.
A "extensão e complexidade dos danos" leva a que a IP diga que "não é possível apresentar um calendário definitivo para a reabertura".
"A IP mantém uma avaliação técnica detalhada, e os trabalhos serão programados após a conclusão do diagnóstico, com o objetivo de permitir, numa primeira fase, uma eventual exploração ferroviária condicionada", aponta.
Já a norte de Caldas, nos locais atravessados pelo Pinhal de Leiria, há danos que são resultados da queda de árvores na via e da presença de árvores em risco.
"Embora o valor para as reparações esteja ainda está a ser apurado, uma vez que depende das soluções técnicas a definir para cada instabilização, existem já as necessárias condições orçamentais para a sua concretização", garante a IP. Ao mesmo tempo que prossegue a avaliação ténica, a IP "está a desenvolver procedimentos contratuais que serão lançados a entidades especializadas, de forma a acelerar as intervenções assim que as soluções estiverem definida".
"No terreno, já se iniciaram trabalhos preliminares, mas a execução completa das reparações depende da conclusão do diagnóstico técnico", acrescenta.
Já a norte de Caldas, nos locais atravessados pelo Pinhal de Leiria, há danos que são resultados da queda de árvores na via e da presença de árvores em risco.
"Embora o valor para as reparações esteja ainda está a ser apurado, uma vez que depende das soluções técnicas a definir para cada instabilização, existem já as necessárias condições orçamentais para a sua concretização", garante a IP. Ao mesmo tempo que prossegue a avaliação ténica, a IP "está a desenvolver procedimentos contratuais que serão lançados a entidades especializadas, de forma a acelerar as intervenções assim que as soluções estiverem definida".
"No terreno, já se iniciaram trabalhos preliminares, mas a execução completa das reparações depende da conclusão do diagnóstico técnico", acrescenta.
A Linha da Beira Baixa também continua suspensa, realizando-se apenas comboios regionais entre Castelo Branco e Guarda e entre Entroncamento e Abrantes. Ainda não foram apresentados serviços alternativos nos troços em falta.
(Artigo atualizado para incluir as declarações das Infraestruturas de Portugal)